Mostrando postagens com marcador Nicoletta Tomas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nicoletta Tomas. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de fevereiro de 2012

AFORISMO


(Nicoletta Tomas)



"Amor: quantas palavras necessárias para que um gesto torne-se inscrito no tempo?"


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

EPIGRAMA

(Nicoletta Tomas)



EPIGRAMA AO POETA JORGE ELIAS NETO


Do que se faz ou do que se espera,

da verdade dita e não ouvida,

fica a mentira

em que cada um habita.







quarta-feira, 9 de novembro de 2011

UM POEMA INÉDITO DE JORGE ELIAS NETO

(Nicoletta Tomas)





Máscara mortuária


Guardei meu último gesto.

Será um movimento

exato da mão

a cortar pelo talo

a palavra

definitiva.


Dirão as carpideiras:


"Reparem

o riso e todos

esses dentes;

a frouxidão da boca

cansada de gargalhadas

e asneiras."


O cúmplice,

me encontrará sem palavras

e gelado

como a verdade.



Vitória, 06 de novembro de 2011



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

YVES BONNEFOY: POEMA

(Nicoletta Tomas)




A ESPUMA, O ARRECIFE



Solidão a não escalar, quantos caminhos!
Vestes vermelhas, horas tantas sob as árvores!
Adeus, nesta alva fria, minha água pura,
Adeus, mesmo apesar do grito, o ombro, o sono.
Escuta, nunca mais as mãos que se retomam
Como perpetuamente a espuma e o rochedo,
Nem mesmo aqueles olhos que buscam a sombra,
Amando antes o sono ainda partilhado.
Nunca mais se tentar unir voz e oração,
Noite e esperança, anseios do abismo e do porto.
Vê, não é Mozart que luta em tua alma,
Mas o gongo, contra a arma disforme da morte.
Adeus, semblante em maio.
O azul do céu é tíbio neste dia, aqui.
Do astro da indiferença o gládio fere ainda
Uma vez mais a terra do que está dormindo.