Mostrando postagens com marcador Bernardo Souto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bernardo Souto. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de julho de 2012

BERNARDO SOUTO: POEMA


(Caravaggio)


O VATICÍNIO DA SERPENTE

feitas de rude barro
inúteis são tuas asas
                                 filho do Homem
à Ilha foste condenado
e nada saberás a respeito da Queda
cuidado
querubins sanguinários guarnecem o Paraíso
se muito te aproximares
                                     ao pó volverás
estás imerso em turvas águas
                                   filho do Homem
nada podes divisar
                            senão vultos
aprende o voo-flecha do peixe
e vislumbrarás o eterno


BERNARDO SOUTO: POEMA


(Edward Burne-Jones)


JAVÉ

sou
o que sou

o golpe
do sim
contra o não

o rubro
grito
do trovão

a miragem
que não
se dissipou