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sábado, 15 de maio de 2010
INAÊ SODRÉ: POEMA
CORPO CHUVOSO
Se Tu me tocas.
Eu Chovo.
Liquidifico-me
Para me esconder
Em teus poros.
Tez em vez de Colo.
Me molho em beijos furiosos.
Gotejando Me Desfolho.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
UM POEMA DE INAÊ SODRÉ
RITO DE PEDRAS
Sodalita soube que Citrino,
o seu prometido, estava por chegar.
Ela foi ao seu baú vermelho, contornado de fita dourada,
e tirou seu melhor Sari.
Em ritmo de rito,
se toda depila para que lisa, na tela em óleo canforado,
ele,
com o seu pincel,
pinte seu corpo de henna.
No rito do mito do espelho,
ela,
de olhos contornados de preto,
se olha e desprende os negros cabelos...
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