sexta-feira, 3 de junho de 2011

MARQUÊS DE MARICÁ: MÁXIMAS V






633- A verdade é tão simples que não deleita: são os erros e ficções que pela sua variedade nos encantam.

634- Somos de ordinário caridosos porque nos reconhecemos passíveis, como os objetos da nossa compaixão.

666- Os homens nos parecerão sempre injustos enquanto o forem as pretensões do nosso amor-próprio.

669- Não damos de ordinário maior extensão à nossa beneficência, do que julgamos convir ao nosso interesse.

688- Em os nossos revezes, queremos antes passar por infelizes, do que por imprudentes, ou inábeis.

697- A intriga é um labirinto em que de ordinário se perde o seu mesmo autor.

699- Quando não podemos gozar a satisfação da vingança, perdoamos as ofensas para merecer ao menos os louvores da virtude.

715- O mentiroso só tem sobre o homem verídico a vantagem da invenção.

5 comentários:

  1. Muito boas as máximas do marquês. Servem para uma boa reflexão.

    Abraços.

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  2. Muito bom o seu blog. Pode criar novos leitores de poesia.

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  3. Prezado Enaldo, muito obrigado e seja bem vindo ao Poesia Diversa!

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  4. Caro Hilton,
    gostei muito dessa série de máximas.
    Passo de vez em quando para ler.
    Um abraço.

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  5. Obrigado, Livia! Esteja sempre presente.

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