ORÁCULO DE EROS
Para que não seja o teu corpo
a parte proibida do horto.
Mas a volúpia que marcasse,
entre volutas, tua face.
Somente a tua: mais nenhuma
com tamanho langor de espuma.
Com tamanha extensão de chama,
que até a memória se inflama
a cada letra do teu nome
(pois todas as outras consome).
Que seja o teu corpo o instrumento
tocado em pelo contra o vento
e por ele, vento, encarnado,
a salvo de teu próprio achado,
por fim tão senhor quanto escravo
: corpo de onde eu mesmo me escavo.
Do livro viavária. Ed. Nankin.
domingo, 21 de novembro de 2010
IACYR ANDERSON FREITAS: POEMA
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